portugues

27 Octubre 2009

0021-7557/08/84-02/99 Jornal de Pediatría

Copyright © 2008 by Sociedade Brasileira de Pediatría

Editorial

 

 

 

 

 

 

Putting co-sleeping into perspective

O co-leito em perspectiva

Peter S. Blair*

 

O co-leito inicia logo apóso nascimento e muitas vezesse estende pela infancia como parte das primeiras práticas de criagao dos filhos. Em termos evolutivos, o lactente humano é o primata mais imaturo neurologicamente ao nascereéo que se desenvolve mais lentamente; desse modo, o contato intenso e prolongado do lactente com a mae atua como meca­nismo de protegao contra dificuldades fisiológicas e agres-soes ambientais. Dentre os beneficios associados ao contato próximo entre lactentes e seus cuidadores é possivel citar: maior estabilidade cardiorrespiratória e oxigenagao, diminuigao de episodios de

choro, melhor termorregulagao, aumento

da prevaléncia e duragao do aleitamento materno e melhorprodugao de leite1,2.Por outro lado, os beneficios do aleitamento materno estao sendo cada vez mais reco-nhecidos e ativamente promovidos pela Organizagao Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nagoes Unidas para a Infancia (UNICEF). O co-leito pode facilitar o aleitamento materno, e a promogao de uma prática pode levar á promogao da outra. No entanto, a cama dos pais nao é projetada levando em consideragao a seguranga do bebé, e o co-leito tem sido associado com mor-tes acidentais (raras, porém fatais) de bebés causadas por sufocagao e esmagamento. Estudos epidemiológicos mais recentes sobre a síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) mostraram um crescimento proporcional dessas mortes no ambiente de co-leito3, o qual levou algumas autoridades, incluindo a American Academy of Pediatrics4, a desaconse-lharo compartilhamento da cama. O nivel incomum de critica e hostilidade5-8 gerado por essa recomendagao é prova da polémica atual que há sobre o tema, seja no escopo da SMSL ou de forma mais ampla, em relagao aos riscos potenciais e beneficios percebidos por pais e lactentes que compartilham a mesma cama. Como Santos et al.9 apontaram de forma perspicaz em sua investigagao sobre essa prática de cuidado infantil no Brasil, as vantagens e os riscos sao percebidos de acordo com os valores de uma determinada sociedade.

Em uma sociedade onde o co-leito é raro ou associado principalmente a grupos étnicos minoritários ou a familias de baixa renda, talvez seja mais fácil identificar tal prática como um fator de risco em si mesmo. A SMSL também é descrita como “morte no bergo”, porque esse é o ambiente em que muitos desses lactentes sao encontrados. No entanto, o “bergo”, como ambiente de sono do lactente, nunca foi tra­tado como um fator de risco em pesquisas sobre SMSL; em vez disso, grande atengao tem sido prestada ás circunstan­cias do bergo que podem oferecer risco ou protegao ao lactente. Por outro lado,

____________              o co-leito é percebido como um fator de

fisco, e poucos estudos levaram em conta as circunstancias especificas nas quaistais lactentes morrem, como, por exemplo, se a cama era, na verdade, um sofá, ou se os pais haviam consu­mido álcool em excesso ou estavam sob o efeito de drogas indutoras do sono. Tratada desse modo rudimentar, misturando eventos raros perigosos e clara­mente inapropriados com formas aceitas de cuidado materno-infantil, e atribuindo rótulos simplistas como “seguro” ou “perigoso” ao cuidado como um todo, há amplas evidéncias para sedesaconselhartal prática. Sea sociedade percebe que nao há beneficios no co-leito, entao talvez haja algum mérito nessa abordagem, afinal ninguém discute o fato de que o bergo ao lado da cama dos pais é o lugar mais seguro para o lactente dormir. Ao simplesmente desaconselhar o co-leito, no entanto, assume-se que os pais ouvirao tal conselho e tam-bém que eles tém uma escolha a fazer. A maioria dos lacten­tes geralmente acorda durante a noite, e a maioria precisa ser alimentada; ocasionalmente, as maes cairao no sono enquanto amamentam, e nesses casos, a cama dos pais é uma opgao muito mais segura do que uma poltrona ou sofá. Dizer ás maes que nao pratiquem o co-leito impossibilita o aconse-lhamento sobre como fazé-lo de modo seguro, ignora prefe-réncias culturais e reduz as opgoes de onde as maes podem amamentar os lactentes durante o sono.

 

 

 

Jornal de Pediatría -Vol. 84, N° 2, 2008

 

Co-leito em perspectiva – Blair PS

 

 

 

Em muitas sociedades, a prática do co-leito nao é rara. Na Inglaterra, quase metade dos neonatos compartilham por algum tempo a cama com seus pais; 1/5 dos lactentes sao levados regularmente á cama dos pais durante o primeiro ano de vida10. Em outros países da Europa, índices similares ou maiores de compartilhamento da cama foram relatados aos 3 meses de idade: Irlanda (21%), Alemanha (23%), Italia (24%), Escocia (25%), Austria (30%), Dinamarca (39%) e Suécia (65%)11. Mesmo em países onde a prática é inco-mum, como Holanda, Noruega e EUA, um aumento foi obser­vado na última década na prevaléncia do compartilhamento da cama3, período em que as taxas de aleitamento materno também aumentaram. No Brasil, Santos et al. relataram que o co-leito é comum entre lactentes com 1 ano de idade (46%), especialmente entre maes mais jovens, com menor escolari-dade e com nível socioeconómico mais baixo9. Resultados similares foram relatados nos EUA e na Nova Zelandia, mas a percepgao de que o co-leito é, de alguma forma, uma prática indesejável de cuidado infantil, por estar relacionada a gru­pos mais carentes, nao é necessariamente correta. No Brasil, o aleitamento materno é comum entre os grupos mais pobres, e mais comum em grupos socioeconomicamente intermedi-ários do que naqueles com maior status, embora o aleita-mento seja visto como uma prática desejável, positiva tanto para a mae quanto para o lactente12. O uso de chupetas é comumente associado a grupos socioeconomicamente mais pobres, masé uma prática atualmente incentivada enquanto mecanismo potencial de protegao contra SMSL, ou pelo menos um indicador de que os pais parecem estar fazendo a coisa certa13. Pobreza nao necessariamente implica más práticas de cuidado, assim como a prática do co-leito nao é exclusiva de grupos populacionais mais pobres. Na Inglaterra, o co-leito ultrapassa fronteiras sociais10, assim como na Suécia14 eem diversas culturas nao-ocidentais.

Em certas culturas, o compartilhamento da cama é a prá­tica padrao, e a prevaléncia de SMSL é alta. Estao incluídas nesse grupo as populagoes negras nos EUA e as populagoes aborígenes e Maori no Hemisfério Sul. No entanto, interes-santemente, há outras culturas nas quais o co-leito também é a prática padrao, porém as taxas de SMSL sao baixas, incluindo Japao e Hong Kong, as comunidades asiáticas e ban-gladeshianas no Reino Unido e as comunidades do Pacífico na Nova Zelandia3. Nao é o compartilhamento da cama que dis­tingue tais comunidades, mas há outros fatores mediadores, tais como fumo materno (particularmente baixo no Japao e em Hong Kong11) e consumo de álcool pelos pais (alto entre as populagoes Maori e aborígenes15,16), que podem ser com­binados ao co-leito e influenciar os índices de SMSL. Outro fator mediador pode ser o próprio ambiente do sono, como o futon japonés, por exemplo, um colchao firme e estreito colo­cado no chao, que é intrinsecamente diferente dos colchoes geralmente mais macios e elevados usados nas sociedades ocidentais.

O número de estudos epidemiológicos que investigam benefícios potenciais associados ás práticas de cuidado do lac-tente é muito menor do que os que focam em práticas possi-velmente ligadas a morbidade e mortalidade infantil. A interpretagao dos resultados, assim como a forma como as perguntas sao formuladas e as respostas delineadas, pode dificultar a compreensao e ser dependente da maneira como diferentes culturas véem tais práticas. Santos et al. mostra-ram que o despertar noturno infantil está associado ao co-leito9. Uma interpretagao é que a presenga de um adulto pode perturbar o sono do lactente, fazendo-o acordar; outra é que o co-leito é uma conseqüéncia de o lactente ficar acor­dando durante a noite – ou uma solugao, se preferirem. Uma terceira possibilidade sugerida pelos autores é que o desper­tar infantil é percebido de forma diferente pelas maes que pra-ticam co-leito, talvez como uma interagao mais positiva, associada á necessidade da amamentagao. Assim, embora episódios incessantes de despertar noturno possam ser des­critos como um disturbio do sono, o despertar freqüente pode também ser descrito como um bebé faminto que a mae se alegra em amamentar. Elaborar perguntas que permitam ás maes articular essas diferengas talvez seja mais complexo do que idealizar fatores de risco brutos para estudos de morbidade.

Alguns ambientes de co-leito, especialmente entre lacten-tes, sao claramente perigosos, e os pais devem ser conscien-tizados sobre quais sao as circunstancias perigosas e como evitá-las. Os potenciais benefícios imediatos efuturos do com-partilhamento do leito por criangas e seus pais ainda preci-sam ser estudados. Para fazé-lo de forma adequada, é possível que todos nós tenhamos que abandonar nossos pró-prios preconceitos, determinados culturalmente, e olhar mais atentamente para as circunstancias específicas em que a prá­tica do co-leito ocorre, a mudanga da tomada de decisao dos pais que determina essa prática com o passar do tempo e a experiéncia tanto daqueles que optam quanto daqueles que nao optam pelo co-leito.

 

 

 

Referencias

1.  Anderson GC. Currentknowledgeaboutskin-to-skin (kangaroo) care for preterm infants. J Perinatol. 1991;11:216-26.

2.  Ludington-Hoe SM, Hadeed AJ, Anderson GC. Physiological responses to skin-to-skin contact in hospitalized premature infants. J Perinatol. 1991;11:19-24.

3.  Blair PS, Fleming P. Co-sleeping and infant death. In: David TJ, editor. Recent advances in Pediatrics 24. London: Royal Society of Medicine Press; 2007.

4.  American Academy of Pediatrics, Task Force on Sudden Infant Death Syndrome. The changing concept of sudden infant death syndrome: diagnosticcoding shifts, controversies regarding the sleeping environment, and new variables to consider reducing the risk. Pediatrics. 2005;116:1245-55.

5.  Gessner BD, Porter TJ. Bed sharing with unimpaired parents is not an important risk factor for sudden infant death syndrome. Pediatrics. 2006;117:990-1; author reply 994-6.

6.  Eidelman AI, Gartner LM. Bed sharing with unimpaired parents is notan important risk factor for sudden infant death syndrome: to the editor. Pediatrics. 2006;117:991-2; author reply 994-6.

 

Disturbios respiratórios do sono – Bruni O

 

Jornal de Pediatria – Vol. 84, N° 2, 2008

 

 

 

7.  Bartick M. Bed sharing with unimpaired parents is not an important risk factor for sudden infant death syndrome: to the editor. Pediatrics. 2006;117:992-3; authorreply 994-6.

8.  Pelayo R, Owens J, Mindell J, Sheldon S. Bed sharing with unimpaired parents is not an important risk factor for sudden infant death syndrome: to the editor. Pediatrics. 2006;117:993; author reply 994-6.

9.  Santos IS, Mota DM, Matijasevich A. Epidemiology of co-sleeping and nighttime waking at 12 months in a birth cohort. J Pediatr (Rio J). 2008;84(2):114-22

10.  Blair PS & Ball HL. The prevalence and characteristics associated
with parent-infant bed-sharing in England
. Arch Dis Child. 2004;

89:1106-10.

11.  Nelson EA, Taylor BJ. International Child Care Practices Study: infant sleeping environment. Early Hum Dev. 2001;62:43-55.

12.  Araujo CL,Victora CG, Hallal PC, Gigante DP. Breastfeedingand overweight in childhood: evidence from the Pelotas 1993 birth cohort study. Int J Obes (Lond). 2006;30:500-6.

13.  Mitchell EA, Blair PS, L’HoirMP. Should pacifiers be used to prevent sudden infant death syndrome? Pediatrics. 2006;117:1755-8.

 

14.  Welles-Nystrom B. Co-sleeping as a window into Swedish culture: considerationsof genderand healthcare. Scand J Caring Sci. 2005;19:354-60.

15.  Chikritzhs T, Brady M. Fact or fiction? A critique of the National Aboriginal and Torres Strait Islander Social Survey 2002. Drug Alcohol Rev. 2006;25:277-87.

16.  Scragg R, Mitchell EA, Taylor BJ, StewartAW, Ford RP, Thompson JM, etal. Bed sharing, smoking, and alcohol in the sudden infant death syndrome. New Zealand Cot Death Study Group. BMJ. 1993;307:1312-8.

 

 

Correspondencia: Peter Blair

FSID Research Unit, Level D Southwell St., St. Michaels Hospital BS2 8EG – Bristol – UK Tel.: +44 (117) 928.5145 Fax: +44 (117) 928.5154 E-mail: p.s.blair@bris.ac.uk


 

 

 

 

 

 

Sleep-disordered breathing in children: time to wake up!

Disturbios respiratórios do sono em changas: precisamos acordar para esse problema!

Oliviero Bruni*

 

Nas últimas décadas, a literatura cientifica destacou a importancia de identificar e tratar os distúrbios respiratórios do sono (DRS) em criangas, já que estes podem levara sérias conseqüéncias neurocomportamentais, cardiovasculares, endócrinas e metabólicas.

A identificagao precisa da prevaléncia do ronco primário e da apnéia obstrutiva do sono (AOS) entre a populagao pedi­átrica é crucial por diferentes motivos: a) uma estimativa da magnitude do problema; b) inferéncia da relagao com outros problemas de saúde infantis emergentes, como a obesidade;

c) a possibilidade de prevenir conseqüéncias de longo prazo;

d) a identificagao dos subgrupos populacionais que poderiam estar em risco de desenvolver DRS; e e) uma orientagao para investigagoes futuras.

Uma das primeiras preocupagoes na pesquisa médica, quando se aborda um problema de saúde, é identificar clara­mente sua magnitude, que permite avaliar quantos pacien­tes seriam afetados e como as doengas poderiam ser prevenidas. Estas agoes se tornam cada vez mais importan­tes quando se trata de criangas e se estamos cientes de que poderiamos evitar diversas conseqüéncias tradicionais com o tratamento precoce dos problemas de respiragao do sono.

Dentro desta perspectiva, o bem-conduzido estudo de Petry et al.1 nesta edigao do Jornal de Pediatria é de grande importancia, poisele éo primeiro a nos dar uma imagem clara dos problemas de DRS em criangas em uma regiao brasileira. Este estudo transversal foi realizado na cidade de Uru-guaiana, RS, em uma amostra grande (cerca de 1.000 indivi­duos) de escolares entre9e14anos, parte de um estudo epidemiológico maior sobre asma e alergias. Os pais de 27,6% das criangas relataram ronco habitual (RH), enquanto 0,8% relataram apnéia, 15,5% descreveram respiragao oral (RO) diurna e 7,8% queixaram-se de sonoléncia diurna excessiva

(SDE).

Estes resultados sao parcialmente semelhantes e parcial­mente divergentes daqueles encontrados na literatura:o RH

 


Relato Claudio Palma, Chile Clasifica al Mundial (Parte I)

13 Octubre 2009

Padre, padre, padre querido, tú que me llevaste por primera vez al estadio. Viejo, tú que me hiciste conocer de cerca las estrellas del fútbol y que te fuiste antes de lo previsto para estar más cerca de ellas: Quiero que le cuentes al gran Julio Martínez, quien era tu ídolo. Quiero que le digas al gordo Santibáñez, al gordo Campusano, mi gran amigo. Cuéntale a Fernando Cornejo, susúrrale a los padres de los grandes goleadores Zamorano, Chupete y Caszely, que están hermanados viendo cómo Chile se mete en un mundial. Avísale a Chamaco y al gran Mumo Tupper. Avísale de pasada también a Erwin, hermano del polaco, a Franco Carcuro, que partió hace poco y a todos los chilenos futboleros que están allá arriba y partieron en forma anónima, que el país está de fiesta, que un puñado de nobles jugadores nos llevan a otro mundial.

Sí, cuesta tanto estar ahí, nos gusta tanto este deporte que lo celebraremos como Dios manda. Seguramente habrá peregrinaje en todas las ciudades de Chile. Te cuento que esta roja le quebró la mano al destino, le guapeó en el mítico Centenario a Uruguay con el gran Matador en su adiós definitivo de la Roja, así se despiden los elegidos. Te cuento que esta Roja, en un ambiente canibalesco, lleno de hostilidades, se paró en Lima y le ganó después de 25 años a Perú. Este equipo se instaló en el techo del mundo, ahí donde cayó estrepitosamente Argentina de Maradona, ahí donde falta el oxígeno, ahí donde todos se ahogan, para derrotar a Bolivia. Te cuento que fuimos a Paraguay y le ganamos en forma inapelable, quitándole el invicto. Te cuento que por primera vez derrotamos a los que bailaban siempre con la más hermosa de la fiesta. Sí, le ganamos a los argentinos en una noche épica, inolvidable, inolvidable, de imposibles.

Te cuento que llegó de allende Los Andes un loco lindo, sí, es verdad, un tipo obsesivo, profesional, que llegó a buscar su revancha a un país de mentalidad perdedora, a un país del sub-mundo futbolístico. Cómo nos ha hecho creer en la frase “querer es poder”.

La vida, la vida, amigos, y el fútbol, sí, nuestro fútbol, es como un camino cuesta arriba, pero, saben, desde acá en lo alto, la cima, de la cima la vista es genial. Silencio, silencio dije, que en este sur que milagrosamente existe ya nos llegó el sueño mundial. Sudáfrica, Sudáfrica desconocida, espéranos, porque quizás será la primera y última vez que estemos presentes en la cita reservada para los mejores. Sudáfrica, Sudáfrica, espéranos, allá va la marea roja. Sudáfrica, allá vamos.

Queda nada, queda poco, no te apures en dormir que el sueño va a llegar, y el sueño llegó, polaco, de la mano de esto, de este loco Bielsa, y de estos jóvenes jugadores, estamos a segundos, aun suspiro de meternos a Sudáfrica.

Claudio Palma, CDF

Padre, padre, padre querido, tú que me llevaste por primera vez al estadio. Viejo, tú que me hiciste conocer de cerca las estrellas del fútbol y que te fuiste antes de lo previsto para estar más cerca de ellas:

Quiero que le cuentes al gran Julio Martínez, quien era tu ídolo. Quiero que le digas al gordo Santibáñez, al gordo Campusano, mi gran amigo. Cuéntale a Fernando Cornejo, susúrrale a los padres de los grandes goleadores Zamorano, Chupete y Caszely, que están hermanados viendo cómo Chile se mete en un mundial. Avísale a Chamaco y al gran Mumo Tupper. Avísale de pasada también a Erwin, hermano del polaco, a Franco Carcuro, que partió hace poco y a todos los chilenos futboleros que están allá arriba y partieron en forma anónima, que el país está de fiesta, que un puñado de nobles jugadores nos llevan a otro mundial.

Sí, cuesta tanto estar ahí, nos gusta tanto este deporte que lo celebraremos como Dios manda. Seguramente habrá peregrinaje en todas las ciudades de Chile. Te cuento que esta roja le quebró la mano al destino, le guapeó en el mítico Centenario a Uruguay con el gran Matador en su adiós definitivo de la Roja, así se despiden los elegidos. Te cuento que esta Roja, en un ambiente canibalesco, lleno de hostilidades, se paró en Lima y le ganó después de 25 años a Perú. Este equipo se instaló en el techo del mundo, ahí donde cayó estrepitosamente Argentina de Maradona, ahí donde falta el oxígeno, ahí donde todos se ahogan, para derrotar a Bolivia. Te cuento que fuimos a Paraguay y le ganamos en forma inapelable, quitándole el invicto. Te cuento que por primera vez derrotamos a los que bailaban siempre con la más hermosa de la fiesta. Sí, le ganamos a los argentinos en una noche épica, inolvidable, inolvidable, de imposibles.

Te cuento que llegó de allende Los Andes un loco lindo, sí, es verdad, un tipo obsesivo, profesional, que llegó a buscar su revancha a un país de mentalidad perdedora, a un país del sub-mundo futbolístico. Cómo nos ha hecho creer en la frase “querer es poder”.

La vida, la vida, amigos, y el fútbol, sí, nuestro fútbol, es como un camino cuesta arriba, pero, saben, desde acá en lo alto, la cima, de la cima la vista es genial. Silencio, silencio dije, que en este sur que milagrosamente existe ya nos llegó el sueño mundial. Sudáfrica, Sudáfrica desconocida, espéranos, porque quizás será la primera y última vez que estemos presentes en la cita reservada para los mejores. Sudáfrica, Sudáfrica, espéranos, allá va la marea roja. Sudáfrica, allá vamos.

Queda nada, queda poco, no te apures en dormir que el sueño va a llegar, y el sueño llegó, polaco, de la mano de esto, de este loco Bielsa, y de estos jóvenes jugadores, estamos a segundos, aun suspiro de meternos a Sudáfrica.


Mini Post #7

24 Septiembre 2009

Se duerme más tranquilo cuando no tienes deudas. Procura endeudarte lo menos posible.

Jesus Encimar (Web)


Significado Marcelo Rolando

23 Septiembre 2009

Marcelo.

Nombre masculino de origen latino “Marcellus“, procede Marcos, se lo considera su diminutivo; su significado es “martillo” o “relativo al dios Marte
Personalidad: Le gusta probar e investigar las cosas y las situaciones por sí mismo.   Suele soñar despierto.   Necesidad íntima de que respeten su libertad intelectual para mostrarse creativo.  La pareja juega un papel fundamental como catalizador de su propia visión individual.

Rolando.

Nombre masculino de origen germanico “Hrod-land“, que significa “Aquel que viene de una tierra gloriosa
Personalidad: Le resulta difícil conseguir sus amores debido a un idealismo muy acusado.   Sus logros sociales se ven perjudicados ante cambios frecuentes.    Tiene buena capacidad de comunicación.    No suele adaptarse a las rutinas cotidianas y cuando funciona por libre es cuando mejores rendimientos alcanza.


unas payas pal 18.

18 Septiembre 2009

Unas 5 payitas pa estas fiestas. tiki tiki tiiii, a celebrar.

Brindo dijo un vileño,
por los mariscos y el mar,
por mi tierra,
y por todo lo nacional.

Hoy es 18 de Septiembre
Y me voy a la ramá
A tomarme un vaso de chicha
Y a comerme una empaná.

Brindo por la chicha
Y también por la empaná
También brindo por esa niña
Que está allí pará.

Brindo por la mujer,
de esta tierra tan hermosa,
y por el tatita dios,
que la hizo buena moza.

Chile es muy bonito,
chile es todo mi amor,
por eso yo lo quero,
con todo mi corazón


Primer Congreso de Ingeniería del Sur.

6 Septiembre 2009

El viernes 28 de Agosto de 2009, tuve la suerte y el agrado de ser parte del comite organizador del primer congreso de ingeniería del sur que se realizo en la Universidad de La Frontera, Organizado por el CCAA ICI-I y algunos extras.

Congreso de Ingeniería del Sur

Se conto con expositores de gran nivel como Daniel Daccarett, Kenneth Gent, Peter De La Mare, Pablo Marshall, Jorge Marshall, Richard Johnson, Alejandro Ruelas-Gossi, Juan José Gutiérrez, Guillermo Larrain, Tomás Recart y Sergio Domínguez.

Leer el resto de esta entrada »


Imagen – 2003

23 Agosto 2009

Imagen que hice hace unos años cuando estaba en el Liceo, buena frase.

believe